Fides News Portuguêshttp://fides.org/As notícias da Agência Fidesen-usÁSIA/ÍNDIA - Proibição de alcoólicos em Kerala: e o vinho da Missa?http://fides.org/pt/news/38186-ASIA_INDIA_Proibicao_de_alcoolicos_em_Kerala_e_o_vinho_da_Missahttp://fides.org/pt/news/38186-ASIA_INDIA_Proibicao_de_alcoolicos_em_Kerala_e_o_vinho_da_MissaKochi – A utilização do vinho na missa católica está se tornando parte do debate político público em Kerala: Oommen Chandy, Primeiro-ministro do estado do sul da Índia – onde a presença cristã é de quase 20% da população – anunciou a decisão do governo local de proibir a venda e o consumo de alcoólicos no estado. Será atuada em algumas fases e dentro de alguns anos, a proibição será total. <br />Como informado à Fides, grupos hindus ameaçaram impor a proibição também nas celebrações cristãs. V.M. Sudheeran, líder do partido do Congresso em Kerlala, nota que “o pedido de proibir o vinho nas igrejas não é correto, e recorda que o uso do vinho faz parte de um ritual e de uma tradição em uso há séculos”. “Seria uma grave interferência no culto”, afirma.<br />A proibição quer limitar o uso e o abuso de álcool no estado, reduzindo progressivamente a concessão de licenças de venda e utilizo. A partir de 1o de abril de 2015, por exemplo, apenas os hotéis com cinco estrelas poderão servir alcoólicos. Com 8,3 litros pró-capita por ano, Kerala registra o mais elevado consumo de alcoólicos na Índia, onde o consumo médio por pessoa é de 4 litros por ano.<br />Com o fim de tutelar a saúde pública e limitar a chaga do alcoolismo, a Igreja católica e as organizações muçulmanas presentes no estado disseram que irão apoiar a iniciativa lançada pelo governo com medidas voltadas à proibição. Thu, 28 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/PAQUISTÃO - Crise política e social: para os cristãos, “o único caminho é o diálogo”http://fides.org/pt/news/38185-ASIA_PAQUISTAO_Crise_politica_e_social_para_os_cristaos_o_unico_caminho_e_o_dialogohttp://fides.org/pt/news/38185-ASIA_PAQUISTAO_Crise_politica_e_social_para_os_cristaos_o_unico_caminho_e_o_dialogoIslamabad – “O único caminho para enfrentar e resolver a atual crise política e social é o diálogo, no respeito do estado de direito e da Constituição, sem medidas populistas”: é o que afirma à Agência Fides pe. Yousaf Emmanuel, Diretor nacional da Comissão “Justiça e Paz” dos Bispos paquistaneses, comentando o delicado momento político que a nação está vivendo.<br />A capital Islamabad está paralisada com mais de 20 mil manifestantes de dois partidos políticos da oposição, o Pakistan Tehrik-i-Insaaf , liderado pelo ex-campeão de críquete, Imran Khan, e o Pakistan Awami Tehreek , liderado pelo pregador islâmico Tahir ul-Qadri. Os dois pedem a renúncia do Premiê Nawaz Sharif, que rejeita esta hipótese, e a dissolução do Parlamento. Nawaz Sharif também é acusado formalmente por um tribunal de homicídio, depois do ataque da polícia que matou 14 pessoas e deixou 100 feridos entre os membros do movimento de Qadri, no dia 17 de junho passado, em Lahore.<br />Pe. Emmanuel explica à Fides: “Alguns líderes políticos propuseram uma solução, até o momento sem sucesso. É preciso defender o caminho do diálogo sem populismos e abandonar posições radicais. A renúncia do Primeiro-Ministro, segundo a nossa Constituição, pode ocorrer somente se o Parlamento o decidir, e não por que a Praça o invoca”. Por enquanto, o protesto é pacífico, mas, como nota o Diretor da Comissão, “manifestos como ‘o dia da revolução’, anunciado por Qadri, são perigosos. Podem gerar violência e consequências graves, até um golpe militar. O Paquistão optou há alguns anos pela democracia, que ainda é frágil. É necessário tutelá-la. O exército já tomou o poder quatro vezes na história de nossa nação, e não queremos que isto ocorra pela quinta vez”.<br />O sacerdote de Lahore conclui: “É verdade que algumas exigências do protesto são justas, como a luta à pobreza e à corrupção, ou a urgência de fornecer energia elétrica a toda a população. Fazem parte das legítimas exigências de justiça que o governo deve enfrentar, mas a justiça não pode ser distinguida da paz: o caminho a se percorrer é sempre a reivindicação pacífica, no respeito dos direitos de todos e da democracia”. Thu, 28 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/LÍBANO - “Os cristãos e as outras minorias em perigo: deter os violentos”; apelo dos Patriarcas das Igrejas Orientaishttp://fides.org/pt/news/38184-ASIA_LIBANO_Os_cristaos_e_as_outras_minorias_em_perigo_deter_os_violentos_apelo_dos_Patriarcas_das_Igrejas_Orientaishttp://fides.org/pt/news/38184-ASIA_LIBANO_Os_cristaos_e_as_outras_minorias_em_perigo_deter_os_violentos_apelo_dos_Patriarcas_das_Igrejas_OrientaisBeirute – Numa declaração publicada no final de sua reunião realizada em Bkerké , os Patriarcas e os Chefes das Igrejas Orientais denunciam “os crimens contra a humanidade”, perpetrados pelo Estado Islâmico do Iraque “contra os cristãos, os yazides e outras minoriais”.<br />Os Patriarcas sublinham que a presença cristã está ameaçada em vários países, em particular no Egito, Síria e Iraque. “Os cristãos destes países são vítimas de agressões e crimes terríveis que os obrigam a sair de seus países, onde vivem há mais de mil anos. As sociedades islâmicas e árabes são desta maneira privadas de sua riqueza humana, cultural, científica, econômica e nacional importante”, afirma o documento enviado à Agência Fides.<br />Os patriarcas recordam a “catástrofe agora contra os cristãos no Iraque, contra os de Mossul e dos 13 povoados da Planície de Nínive, assim como contra os yazides e outras minorias”. Depois de ter obrigado ao êxodo 120 mil pessoas, o Daech violou igrejas, mesquitas e santuários, e demoliu moradias abandonadas das pessoas que foram obrigadas a se refugiar nas áreas curdas de Erbil e de Dohouk . Os patriarcas agradecem aos que oferecem ajuda humanitária aos deslocados e pediram uma intervenção decisiva para deter “as ações criminosas” do Daech. Eles pedem às instituições islâmicas para se pronunciarem contra o Daech e grupos parecidos, que com suas ações “danificam muito a imagem do Islã no mundo”. <br />No final da reunião os Patriarcas e Chefes das Igrejas Orientais se encontraram com Dom Gabriele Caccia, Núncio Apostólico em Beirute, e com os Embaixadores dos Estados Unidos, Rússia e Grã-Bretanha, além do representante do Secretário-Geral da ONU no Líbano, e os primeiros Conselheiros das Embaixadas da França e China. Thu, 28 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁFRICA/CAMARÕES - Por trás das eleições de Boko Haram nos Camarões se esconde uma guerrilha local?http://fides.org/pt/news/38183-AFRICA_CAMAROES_Por_tras_das_eleicoes_de_Boko_Haram_nos_Camaroes_se_esconde_uma_guerrilha_localhttp://fides.org/pt/news/38183-AFRICA_CAMAROES_Por_tras_das_eleicoes_de_Boko_Haram_nos_Camaroes_se_esconde_uma_guerrilha_localIaundê – O Exército dos Camarões afirmou ter rejeitado o ataque da seita islâmica Boko Haram ao longo do confim com a Nigéria, na região de Fotokol . Durante os combates pelo menos 27 membros de Boko Haram morreram.<br />As autoridades de Iaundê declararam ter prestado assistência para a repatriação de mil soldados nigerianos que tinham entrado no território camaronês diante da ofensiva de Boko Haram no lado nigeriano da fronteira.<br />Ao mesmo tempo na imprensa camaronesa, consultada pela Agência Fides, aumenta a hipótese de que no extremo norte dos Camarões, área que confina com a Nigéria, esteja sendo criada uma guerrilha local que usa como fachada o grupo nigeriano para mascarar suas ações. Dentre essas ações estão os sequestros de vários cidadãos estrangeiros ocorridos nos últimos 18 meses, incluindo o de Pe. Georges Vandenbeusch, sacerdote Fidei Donum francês sequestrado em outubro de 2013 e libertado em 31 de dezembro, e o sequestro de dois sacerdotes Fidei Donum italianos e uma religiosa canadense, libertados em 31 de maio. Os sequestros e assaltos atribuídos a Boko Haram nos Camarões foram reivindicados pela seita islâmica.<br />Foram encontrados no local do sequestro de Pe. Vandenbeusch munições de fabricação israelense em vista de criar um grupo guerrilheiro, financiado em parte com os sequestros de cidadãos estrangeiros. Boko Haram teria se encarregado somente de cuidar dos reféns no território nigeriano a mando de seus cúmplices camaroneses. Thu, 28 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/PAQUISTÃO - Mulheres de várias religiões: deter a morte de cristãos e muçulmanos no Iraquehttp://fides.org/pt/news/38181-ASIA_PAQUISTAO_Mulheres_de_varias_religioes_deter_a_morte_de_cristaos_e_muculmanos_no_Iraquehttp://fides.org/pt/news/38181-ASIA_PAQUISTAO_Mulheres_de_varias_religioes_deter_a_morte_de_cristaos_e_muculmanos_no_IraqueLahore – Uma oração solene e um forte apelo contra a morte de muçulmanos e cristãos inocentes em andamento no Iraque: é o que pede o Conselho para o Diálogo Inter-religioso no Paquistão, fórum iniciado pelo frei capuchinho Pe. Francis Nadeem, em Lahore. Como referido a Fides por Pe. Nadeem, o Conselho organizou nos dias passados um encontro de oraçao ecumênico e inter-religioso, convocando especialmente as mulheres. Mulheres cristãs e muçulmanas rezaram juntas pelas vítimas cristãs e muçulmanas no Iraque e em Gaza, elevando um grito de paz para o Oriente Médio. <br />Segundo Pe. Nadeem, que coordenou o encontro, mulheres representando várias confissões e pertencentes a vários percursos de vida e classes sociais, e mulheres de organizações da sociedade civil participaram em grande número do encontro.<br />Da assembleia ergueu-se um forte apelo às Nações Unidas, aos líderes políticos de vários países, e à comunidade internacional: é preciso tomar medidas urgentes para deter a morte de cristãos e muçulmanos inocentes no Iraque e em Gaza, dentre eles crianças, mulheres, jovens e idosos.<br />A oração abraçou todas essas situações em outras partes do mundo onde está sendo derramado sangue de vítimas inocentes, na certeza de que a vida humana é o dom mais precioso a ser tutelado com todos os meios. Wed, 27 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/IRAQUE - Bispos australianos: condenação do terrorismo, solidariedade e oração pelos perseguidoshttp://fides.org/pt/news/38180-ASIA_IRAQUE_Bispos_australianos_condenacao_do_terrorismo_solidariedade_e_oracao_pelos_perseguidoshttp://fides.org/pt/news/38180-ASIA_IRAQUE_Bispos_australianos_condenacao_do_terrorismo_solidariedade_e_oracao_pelos_perseguidosSydney – Grande preocupação pela crise humanitária que continua piorando no norte do Iraque. Condenação aberta ao uso do terrorismo em nome da religião: é o que expressam num comunicado os bispos autralianos sobre a crise no Oriente Médio.<br />“Milhares de cristãos foram obrigados a fugir de Mossul, Qaraqosh e outras áres do norte do Iraque pois os militantes do Estado Islâmico os intimam a se converterem ao Islã, caso contrário a morte”, recorda o texto, observando as graves condições de yazidi, muçulmanos xiitas, as minorias étnicas e religiosas no Iraque. Constatando a brutalidade do IS o texto nota que “o Governo iraquiano se demonstrou incapaz de defender seus cidadãos destes ataques”.<br />“Diante desse horror”, prosseguem os bispos, “os nossos corações estão com os que são perseguidos e estão sofrendo por causa de suas convicções. Nós estamos junto de nossos irmãos cristãos do Oriente Médio e convidamos a comunidade internacional a garantir a segurança das populações do norte do Iraque, detendo a limpeza étnica”.<br />Os bispos agradecem ao Governo australiano pela decisão de oferecer ajuda humanitária ao Iraque e afirmam que “a Austrália tem um papel importante a desempenhar como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas para garantir o futuro do povo iraquiano”.<br />“Solidários ao povo iraquiano”, conclui o apelo dos bispos, “pedimos aos fiéis católicos de toda a Austrália a fazerem a Deus uma oração especial pelo povo iraquiano neste fim de semana, agradecendo pela grande fé que demonstra e pedindo ao Senhor para proteger e velar todos os deslocados e os que sofrem”. Wed, 27 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁFRICA/SENEGAL - Casamance: jovens católicos apelam para acelerar o processo de pazhttp://fides.org/pt/news/38179-AFRICA_SENEGAL_Casamance_jovens_catolicos_apelam_para_acelerar_o_processo_de_pazhttp://fides.org/pt/news/38179-AFRICA_SENEGAL_Casamance_jovens_catolicos_apelam_para_acelerar_o_processo_de_pazDacar - Um novo apelo pela paz na região separatista senegalesa de Casamance foi feito pelos jovens membros do coro Julien Jouga. Segundo uma nota enviada à Agência Fides, os jovens pediram ao Estado senegalês, ao Movimento das Forças Democráticas de Casamance e à sociedade civil que acelere o processo de paz. <br />Pede-se ao governo que respeite os compromissos assumidos junto à população local, especialmente em relação às políticas de desenvolvimento da região, à desativação das minas do território, o retorno dos refugiados e desalojados e a assistência às vítimas das minas. Convida-se o MFDC a elaborar um percurso para resolver as divisões internas e em seguida, apresentar uma proposta comum, em vista de um diálogo construtivo com o governo. À sociedade civil, os jovens pedem, enfim, que lancem uma “ofensiva de paz” nacional para acompanhar a negociação que ponha um fim ao conflito em Casamance. Wed, 27 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁFRICA/CAMARÕES - Boko Haram ameaça o norte dos Camarõeshttp://fides.org/pt/news/38178-AFRICA_CAMAROES_Boko_Haram_ameaca_o_norte_dos_Camaroeshttp://fides.org/pt/news/38178-AFRICA_CAMAROES_Boko_Haram_ameaca_o_norte_dos_CamaroesYaoundé – A seita islâmica nigeriana Boko Haram amplia suas atividades a Camarões, travando confrontos com os militares de Yaoundé, nas redondezas da cidade de fronteira de Ashigashiya. <br />Segundo a imprensa, os milicianos já teriam conquistado a parte nigeriana da cidade e estariam prontos a conquistar a área que se situa em território camaronense . Uma fonte local disse à Agência France Press que durante um ataque noturno na área camaronense, os milicianos do Boko Haram teriam degolado três pessoas no altar da igreja católica local. <br />A 250 km de Ashigashiya, os guerrilheiros do Boko Haram que conquistaram a cidade nigeriana de Gamboru Ngala tentaram explodir a ponte que une a Nigéria aos Camarões, depois que o exército de Yaoundé rechaçou o ataque contra a cidade de fronteira de Fotokol, onde se refugiaram os soldados nigerianos que defendiam a área. <br />Em 27 de julho, o vice-Premiê de Camarões escapou de uma tentativa de sequestro efetuada pelo Boko Haram em Kolofata , durante a qual, a esposa do político foi sequestrada. A mulher está ainda nas mãos da seita islâmica. Segundo fontes locais, há alguns dias não há notícias do principal negociador nas tratativas pela libertação dos reféns estrangeiros sequestrados pelo Boko Haram no território dos Camarões. Dentre estes, estão dois sacerdotes Fidei Donum e uma freira canadense libertados em 31 de maio. O deputado Abba Malla desapareceu depois de dar um telefonema a um colaborador, afirmando ter ido ao Estado nigeriano de Borno para negociar a libertação de operários chineses sequestrados em meados de maio no norte dos Camarões. Wed, 27 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/IRAQUE - Cardeal Fernando Filoni: a minha missão em meio ao sofrimento dos irmãos iraquianoshttp://fides.org/pt/news/38182-ASIA_IRAQUE_Cardeal_Fernando_Filoni_a_minha_missao_em_meio_ao_sofrimento_dos_irmaos_iraquianoshttp://fides.org/pt/news/38182-ASIA_IRAQUE_Cardeal_Fernando_Filoni_a_minha_missao_em_meio_ao_sofrimento_dos_irmaos_iraquianosCidade do Vaticano - O Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que retornou ontem à noite do Iraque depois da visita realizada como enviado pessoal do Papa Francisco, encontrou-se esta manhã com o Pontífice para lhe referir sobre a missão que lhe foi confiada. Na entrevista a seguir, o Cardeal Prefeito do Dicastério missionário revela à Agência Fides os encontros, detalhes e impressões que marcaram os dias passados no martirizado país médio-oriental.<br /><br />Cardeal, o Sr. viajou em meio à emergência humanitária que está envolvendo cristãos e outros habitantes do norte do Iraque. O que viu?<br /><br />Foi uma missão no sofrimento, realizada principalmente entre os cristãos fugidos de Mossul e da Planície de Nínive. Expulsos de suas casas, da simplicidade de sua vida cotidiana, estão repentinamente vivendo uma situação imprevisível. Encontrar-se de um dia para o outro sem casa, sem roupas, sem o mínimo essencial, mas que ali não o é mais. Por exemplo, com uma temperatura de 47 graus, não há água para a higiene. Dormem na rua ou em jardins, sob árvores ou plásticos. As mulheres, acostumadas a trabalhar em casa, parecem fora de lugar. As crianças, únicas a perceber o drama da situação, correm para cima e para baixo. Os idosos estão em um canto e os doentes não sabem se existe um médico ou um remédio que os cure. <br /><br />Algum encontro, ou episódio, lhe tocou particularmente?<br /><br />Uma mãe me mostrou a sua menina de três meses, dizendo-me que enquanto fugiam de Mossul, queriam tirar os brincos dourados da bebê. Os objetos, por si, não são importantes, mas a violência sofrida e o desprezo pelos menores, sim. Eu lhe disse: tiraram-lhes os brincos, mas os bens mais preciosos estão ainda com vocês: a menina e sua dignidade. Esta dignidade ferida ninguém pode lhe tirar. Estavam contentes, começaram a aplaudir. <br /><br />Como foi acolhido?<br /><br />O fato que o Papa, não podendo ir pessoalmente, tenha mandado imediatamente um enviado pessoal – não um representante diplomático, mas pessoal – foi um sinal eloquente de que queria compartilhar tudo com eles. Eu vivi aqueles dias em meio a eles. Sentia-me privilegiado em relação a eles pelo fato de ter um quarto para dormir e água para lavar as mãos, mas compartilhei tudo com eles. Não representava a mim mesmo, mas o Santo Padre, e o fato de dividir tudo com eles era um sinal de proximidade do próprio Papa. Visitei aldeias de cristãos e de yazidis, e participei da vida da Igreja local. Também os Bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas tiveram que fugir e encontrar um lugar para dormir. Com o seu enviado, o Papa quis encorajar todos, dizer a todos que não foram esquecidos. <br /><br />Voltando da Coreia, o Papa Francisco reconheceu que o modo para deter o injusto agressor deve ser encontrado pelos organismos internacionais.<br /><br />A Igreja, como Igreja, é e sempre será contra a guerra. Mas este pobre povo tem o direito de ser defendido. Eles não têm armas, foram expulsos de suas casas, não se comprometeram em nenhuma luta. Como garantir o direito deste povo de viver dignamente em suas próprias casas? Claro, sem dar espaço à violência e tentando contê-la de todo modo, mas não podemos ficar surdos aos gritos deste povo que diz: ajudem-nos e defendam-nos. <br />Com este objetivo, seria útil saber, em primeiro lugar, quem fornece armas e dinheiro aos jihadistas, e tentar impedir a sua passagem?<br /><br />São grupos que atuam demonstrando-se bem equipados de armas e dinheiro e a questão é: como é possível que esta passagem de armas e recursos tenha passado despercebida a quem deveria controlar e prevenir suas consequências? A pergunta que ouvi de muitos é sobre o “controle remoto”, ou seja, sobre quem controla as coisas de longe. Creio que, por enquanto, seja difícil dar uma resposta. <br /><br />O Sr. era Núncio no Iraque nos tempos de Saddam Hussein. A crise atual pode ser relacionada aos fatos de 2003 e no modo em que foi colocado um fim naquele regime?<br /><br />Sim e não. Por um lado, aconteceu uma reviravolta no país que criou muitas situações críticas e de sofrimento, mesmo lembrando que antes, a situação não era tranquila e ideal. Por outro lado, passaram-se mais de dez anos. Quanto mais nos afastamos daqueles eventos, mais é lícito questionar-se se o que está acontecendo hoje é culpa apenas dos outros e daqueles fatos do passado, e se realmente não existam outras responsabilidades. É preciso questionar-se sobre o que foi feito neste tempo e o que poderia ter sido feito.<br /><br />O Papa também insistiu que as vítimas do que está ocorrendo no Iraque não são somente cristãs, mas todas as minorias. O que ele quer sugerir?<br /><br />Obviamente, no Ocidente a situação dos cristãos é conhecida, mas, por exemplo, os yazidis vieram nos pedir ajuda porque – assim me disseram – “são um povo sem voz, ninguém fala deles”. As situações dramáticas que vi e que estamos vivendo fazem deles realmente as primeiras vítimas, mas, de alguns vilarejos xiitas, todos tiveram que fugir. Há ainda os mandei e todos os outros grupos. <br /><br />O Sr. falou com líderes políticos influentes seja no Curdistão iraquiano como em Bagdá. Compartilham ainda uma perspectiva unitária para o futuro do país ou o movimento interno está irrefreável?<br /><br />O Iraque é um país variegado, uma expressão político-geográfica que partiu de 1920 em diante, quando a entidade da nação não é percebida com uniformidade, mas como multiplicidade. As Autoridades e também os bispos falam de um mosaico de presenças, culturas, religiões. Naturalmente se este mosaico se mantiver integro, terá beleza e futuro, mas se começarem a tirar suas peças, mais cedo ou mais tarde pode se desintegrar. A unidade do Estado é garantida pela Constituição, mas deve ser realizada na vida do país, e isto é difícil, mesmo porque cada grupo carrega consigo seus traumas, sofrimentos, perseguições, injustiças sofridas. Agora, o Iraque é um país a ser reconstruído, e pode permanecer unido somente se nesta unidade as várias identidades encontrarem espaço e respeito. <br /><br />No Ocidente, alguns aproveitam dos episódios iraquianos para relançar a contraposição entre Cristianismo e Islamismo.<br /><br />Existe um dado certo: como disse, as agressões atingem mais os cristãos, yazidis e xiitas, mas se dirigem também contra os sunitas. Portanto, a questão não pode ser vista como uma contraposição entre islã e cristianismo. Por outro lado, quem leva adiante estas ações terríveis contra minorias o faz em nome de uma ideologia político-religiosa intolerante. E este é um aspecto que deve fazer refletir. .Thu, 21 Aug 2014 00:00:00 +0200AMÉRICA/COLÔMBIA - “Somente a misericórdia pode fazer realmente justiça”, afirmou o Cardeal Salazar Gómezhttp://fides.org/pt/news/38177-AMERICA_COLOMBIA_Somente_a_misericordia_pode_fazer_realmente_justica_afirmou_o_Cardeal_Salazar_Gomezhttp://fides.org/pt/news/38177-AMERICA_COLOMBIA_Somente_a_misericordia_pode_fazer_realmente_justica_afirmou_o_Cardeal_Salazar_GomezBogotá – “A Colômbia é capaz de misericórdia”, afirmou o Cardeal Rubén Salazar Gómez ao III Congresso Apostólico Mundial da Misericórdia WACOM , realizado em Bogotá de 15 a 19 de agosto, do qual participaram 4 cardeais, 7 bispos, 50 sacerdotes e diversas centenas de religiosos e leigos provenientes de todo o mundo. O Cardeal destacou em seu pronunciamento o fato que apesar de 50 anos de luta fratricida, “Deus convida mais uma vez a viver a misericórdia no país, porque somente na misericórdia de Deus podem ser abandonadas atitudes de ódio e construído um país de justiça social, perdão e paz”. <br />Enquanto se realizava o Congresso, iniciava-se em Cuba o encontro das vítimas do conflito com as delegações do governo e dos guerrilheiros das FARC envolvidas no diálogo de paz . “Foi um evento histórico, um encontro de silêncio e perdão, caracterizado por um respeito profundo, sem indiferença; apenas com a nobreza de sentimentos”, disse pe. Darío Echeverri González, Secretário da Comissão pela Reconciliação Nacional, que assistiu ao evento. <br /> Wed, 20 Aug 2014 00:00:00 +0200AMÉRICA/MÉXICO - Em aumento o número dos migrantes vítimas do tráfico de seres humanos: a denúncia de um Bispohttp://fides.org/pt/news/38176-AMERICA_MEXICO_Em_aumento_o_numero_dos_migrantes_vitimas_do_trafico_de_seres_humanos_a_denuncia_de_um_Bispohttp://fides.org/pt/news/38176-AMERICA_MEXICO_Em_aumento_o_numero_dos_migrantes_vitimas_do_trafico_de_seres_humanos_a_denuncia_de_um_BispoSaltillo – “O tráfico de seres humanos é a escravidão moderna que atinge principalmente mulheres e crianças”, afirmou Dom Raúl Vera López, Bispo de Saltillo , que denunciou que o número de pessoas alvo de tráfico e exploração está em aumento, enquanto as autoridades pouco fazem a este respeito. <br />“Os migrantes são os que mais sofrem com o tráfico de pessoas em Coahuila, é a parte de população completamente desprotegida”, sublinhou Dom Raúl Vera López. O Bispo observou que o problema do tráfico deriva da migração forçada de quem procura um futuro melhor nos Estados Unidos, desafiando os riscos provocados por bandos criminosos que se aproveitam de sua condição. “Quem está de passagem é a primeira vítima do crime organizado – reiterou o Bispo. Há quem exija dinheiro, quem os obrigue a cometer atividades ilícitas, e até quem os impeça de atravessar a fronteira”.<br />Dom Vera, informa a nota enviada à Fides, quer desta maneira encorajar os migrantes a denunciar estes episódios, porque ainda hoje, com medo de represálias, poucos o fazem. <br /> Wed, 20 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/LÍBANO - O Patriarca maronita Rai: unidos também com Hezbolá para impedir infiltrações do ISIShttp://fides.org/pt/news/38175-ASIA_LIBANO_O_Patriarca_maronita_Rai_unidos_tambem_com_Hezbola_para_impedir_infiltracoes_do_ISIShttp://fides.org/pt/news/38175-ASIA_LIBANO_O_Patriarca_maronita_Rai_unidos_tambem_com_Hezbola_para_impedir_infiltracoes_do_ISISBeirute – O Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Bechara Boutros Raí, se disse pronto a encontrar em breve o líder do Hezbolá, Sayyed Hasan Nasrallah, para enfrentar juntos as crescentes preocupações em relação a possíveis infiltrações no Líbano da ameaça representada pelos jihaidistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante , que proclamaram o Califado nas regiões por eles controladas na Síria e no Iraque. A disponibilidade ao encontro com o líder do Partido xiita libanês foi expressa pelo Patriarca quarta-feira, 20 de agosto, em declarações concedidas à National News Agency libanesa no aeroporto de Beirute, enquanto o Cardeal Rai estava partindo para Erbil, onde está participando da visita aos refugiados iraquianos com uma delegação de líderes das Igrejas cristãs do Oriente, que inclui também o Patriarca Greco-melquita Gregório III, o Patriarca sírio-católico Ignatius Joseph III e o Patriarca sírio-ortodoxo Ignatius Aphrem II. Em declarações feitas no aeroporto, o Patriarca Rai criticou as superpotências dos países árabes que não intervieram para socorrer os cristãos em fuga dos milicianos do Estado Islâmico. Em referência às relações com o Hezbolá, o Patriarca Rai destacou que “um comitê de diálogo entre Bkerkè e Hezbolá já existe, e nós estamos prontos para manter encontros neste contexto”. O Primaz da Igreja maronita também convidou todo o povo libanês a “unir-se e assumir suas responsabilidades, a fim de enfrentar juntos o grande perigo do ISIS, que começou a penetrar no Líbano”. .Wed, 20 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/PAQUISTÃO – Líder cristão paquistanês: “Em relação ao Iraque que a comunidade internacional se desperte”http://fides.org/pt/news/38174-ASIA_PAQUISTAO_Lider_cristao_paquistanes_Em_relacao_ao_Iraque_que_a_comunidade_internacional_se_despertehttp://fides.org/pt/news/38174-ASIA_PAQUISTAO_Lider_cristao_paquistanes_Em_relacao_ao_Iraque_que_a_comunidade_internacional_se_desperteLahore – Condenação das violências e migração maciça dos cristãos iraquianos; apelo à comunidade internacional para garantir segurança a todas as minorias religiosas no Iraque: foi o que pediram os líderes cristãos paquistaneses reunidos em Lahore nos dias passados no encontro de várias confissões cristãs dedicado, de modo especial, à dramática situação do Iraque. Segundo Fides, estavam presentes líderes cristãos de várias confissões. Todos concordaram em recordar que os cristãos estão no Iraque desde o primeiro século depois de Cristo e que ali os apóstolos Tomé e Tadeu pregaram a fé em Cristo: eles reiteraram que têm o direito de morar naquela terra como todos os outros, muçulmanos e de outras religiões <br />O Rev. Shahhid Meraj, da Igreja do Paquistão , responsável pela Catedral de Lahore, pediu ao Governo paquistanês para condenar oficialmente a morte dos cristãos iraquianos e outras minorias, contribuindo para garantir o fim da crueldade. “A comunidade internacional deve acordar e tutelar o direito de todo ser humano de viver segundo suas convicções”, disse. A Igreja do Paquistão rezou neste período pelas minorias religiosas no Iraque, pelo povo da Palestina e Caxemira e por aqueles que sofrem no Paquistão. <br />O católico pe. Inayat Bernard, reitor do Seminário de Santa Maria em Lahore, agradeceu o Papa Francisco, que demonstrou sua preocupação pelos cristãos e todas as outras minorias religiosas no Iraque, pedindo ao Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, que promova uma ação na sede da ONU. <br />Orações especiais foram elevadas pela justiça no Paquistão e pela liberdade de todo indivíduo de professar a própria fé. Wed, 20 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/IRAQUE - Barzani: prontos para dar armas aos voluntários cristãoshttp://fides.org/pt/news/38173-ASIA_IRAQUE_Barzani_prontos_para_dar_armas_aos_voluntarios_cristaoshttp://fides.org/pt/news/38173-ASIA_IRAQUE_Barzani_prontos_para_dar_armas_aos_voluntarios_cristaosErbil – O líder curdo Massud Barzani, Presidente da Região do Curdistão iraquiano, anunciou que o Governo da Região autônoma do norte do Iraque está pronto para abrir as portas aos voluntários cristãos nas forças armadas curdas, fornecendo-lhes os meios para criar contigentes de autodefesa em seus povoados e se defenderem das milícias jihadistas e do Estado Islâmico . Tal disponibilidade foi manifestada num comunicado difundido pela Presidência da Região na noite de segunda-feira, 18 de agosto, depois do encontro entre Barzani e o Ministro dos Assunto Exteriores do Líbano, Gibran Basil. No comunicado se reitera que o Governo da Região autônoma do Curdistão fará “tudo o que for possível” para os refugiados cristãos e se pede aos cristãos para “não pensarem em imigrar e deixar o país”, porque a ameaça de terrorismo é temporária e os terroristas serão derrotados”.<br />Em 14 de agosto, Barzani recebeu o Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e Enviado pessoal do Papa ao Iraque. Naquela ocasião, Barzani desejou que os cristãos permaneçam no Iraque, reconhecendo neles uma das componentes mais antigas da cultura e da tradição do país. .Wed, 20 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁFRICA/NIGÉRIA - “O petróleo no Delta pode ser usado para desestabilizar o país”, afirma o Bispo de Umuahiahttp://fides.org/pt/news/38172-AFRICA_NIGERIA_O_petroleo_no_Delta_pode_ser_usado_para_desestabilizar_o_pais_afirma_o_Bispo_de_Umuahiahttp://fides.org/pt/news/38172-AFRICA_NIGERIA_O_petroleo_no_Delta_pode_ser_usado_para_desestabilizar_o_pais_afirma_o_Bispo_de_UmuahiaAbuja – O petróleo roubado dos oleodutos nigerianos pode ser usado para desestabilizar o país. Este é o alarme lançado por Dom Lucius Ugorji, Bispo de Umuahia, num encontro com os representantes das comunidades do Delta do Níger, região localizada no sul onde estão concentrados os recursos petrolíferos da Nigéria. <br />A área interessou no passado recente a alguns movimentos de guerrilha, o último deles é o MEND , ma agora são sobretudo os tráficos ilegais de petróleo roubado dos oleodutos e refinado clandestinamente a inquietar as autoridades locais. Além de causar um dano econômico e ambiental , estes tráficos podem alimentar novas formas de guerrilha. “Tudo indica – afirmou Dom Ugorji – que grandes quantidades de dinheiro são recicladas por vários indivíduos e grupos e outros recebem grandes somas de dinheiro para proteger as atividades ilícitas. “Quem nos garante – continua o Bispo – que estes grupos e pessoas no desejo de aumentar seu acesso ao petróleo ou obter seu controle exclusivo não usem o dinheiro obtido ilicitamente para perpetrar uma guerra contra os nigerianos ou o Estado?”<br />Dom Ugorji sublinhou enfim como as somas de dinheiro provenientes do tráfico de petróleo podem ser usadas para vencer uma eleição e recordou que os roubos de petróleo pioram o já complicado ecosistema do Delta. Wed, 20 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁFRICA/SUDÃO DO SUL – Libertado o redator chefe de Rádio Bakita que não retomou as transmissõeshttp://fides.org/pt/news/38171-AFRICA_SUDAO_DO_SUL_Libertado_o_redator_chefe_de_Radio_Bakita_que_nao_retomou_as_transmissoeshttp://fides.org/pt/news/38171-AFRICA_SUDAO_DO_SUL_Libertado_o_redator_chefe_de_Radio_Bakita_que_nao_retomou_as_transmissoesJuba – Foi libertado Ochan David Nicholas, redator chefe de Rádio Bakhita, principal rádio católica do Sudão do Sul, preso no momento de uma blitz do serviço de segunrança na sede da emissora, em Juba, capital do país . O jornalista declarou estar ainda em estado de choque porque foi mantido por três dias num quarto escuro onde não podia distinguir o dia da noite. A rádio, promovida pela Arquidiocese de Juba, foi fechada depois de dar a notícia de confrontos em 15 de agosto entre as tropas governamentais fiéis ao Presidente Salva Kiir e as da oposição ligadas ao ex Vice Presidente Riek Machar.<br />A Rádio Bakhita não foi ainda autorizada a retomar as transmissões na espera de instruções da parte dos oficiais do serviço de segurança “sobre como a rádio deverá trabalhar”. Segundo o que foi referido de forma anônima ao Sudan Tribune por um redator da rádio, os funcionários da segurança “querem reduzir os programas dedicados a questões políticas”. No Sudão do Sul se espera que o Presidente promulgue a lei sobre a liberdade de imprensa aprovada no ano passado pelo Parlamento. Wed, 20 Aug 2014 00:00:00 +0200AMÉRICA/HONDURAS – A Igreja pede às autoridades para mudar a situação nos cárcereshttp://fides.org/pt/news/38170-AMERICA_HONDURAS_A_Igreja_pede_as_autoridades_para_mudar_a_situacao_nos_carcereshttp://fides.org/pt/news/38170-AMERICA_HONDURAS_A_Igreja_pede_as_autoridades_para_mudar_a_situacao_nos_carceresSanta Rosa de Copán – "Os detentos estão nas "periferias" da sociedade onde sofrem a exclusão total, desespero e depressão”, afirma a Comissão Nacional para a Pastoral Carcerária da Conferência Episcopal de Honduras num comunicado que denuncia a situação terrível dos detentos nas prisões do país. <br />“As condições dos centros de detenção impedem a convivência sadia e a reabilitação das prisões”, afirma o documento, enviado à Fides, que recorda que “em 2012 o Tribunal Inter-americano para os Direitos Humanos declarou o Estado de Honduras responsável pela morte de 107 prisioneiros por negligência estrutural”. <br />A Comissão da Pastoral Carcerária denuncia que as prisões hondurenhas são lugares infernais caracterizados pelo “calor insuportável, umidade, falta de serviços higiênicos e duchas, privação de espaços por um mínimo de privacidade, para ler, estudar e rezar”. É um ambiete adapto a confrontos de grupo, brigas e revoltas. É relativamente fácil propagar epidemias virais. Os prisioneiros são contagiados por várias doenças” que pioram “com a total falta de remédios nas pequenas enfermarias dos cárceres”. <br />O comunicado se conclui com um pedido de intervenção das autoridades para mudar esta situação não obstante a crise econômicca que vive o país. <br/><strong>Link correlati</strong> :<a href="http://www.fides.org/spa/attachments/view/file/ComNacPastPenit_honduras2014.doc">Comunicado da Comissão Nacional para a Pastoral Carcerária (espanhol):</a>Tue, 19 Aug 2014 00:00:00 +0200AMÉRICA/NICARÁGUA - “Ajudar a família, mas sem se intrometer na vida privada”, afirma o Bispo de Matagalpahttp://fides.org/pt/news/38169-AMERICA_NICARAGUA_Ajudar_a_familia_mas_sem_se_intrometer_na_vida_privada_afirma_o_Bispo_de_Matagalpahttp://fides.org/pt/news/38169-AMERICA_NICARAGUA_Ajudar_a_familia_mas_sem_se_intrometer_na_vida_privada_afirma_o_Bispo_de_MatagalpaMatagalpa – "Acreditamos que o Estado deve cuidar da família, mas sem cair em formas de controle sobre ela”, disse Dom Rolando José Álvarez Lagos, Bispo de Matagalpa , numa nota enviada à Fides. "É importante conhecer os limites até o ponto de impulsionar os Estados a ações para proteger os valores da família e até onde o Estado não pode superar esses limites, porque seria cair num controle que ofende a dignidade da família”, disse o Bispo que reiterou que a tentativa de controlar a família pode se traduzir “em anarquia e desordem na sociedade”.<br />As declarações de Dom Alvarez foram feitas enquanto na Nicarágua continuam os debates e protestos das organizações feministas sobre a lei contra a violência sobre as mulheres, em que se concede a possibilidade aos espaços de recorrer a um mediador estatal para resolver suas diferenças ou problemas. <br />Em 21 de maio passado, a Conferência Episcopal da Nicarágua manifestou sua preocupação em relação ao código sobre a família, porque permite a intrusão de um terço nas questões familiares. <br />“A família é a unidade fundamental da sociedade, é aquela que transmite os valores civis, morais e cristãos às gerações futuras, devemos então ajudar a família respeitando a integridade, a privacidade e os direitos dos pais”, concluiu Dom Alvarez. Tue, 19 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/MIANMAR – Fim da guerra e início do federalismo: apelo dos bispos birmaneseshttp://fides.org/pt/news/38168-ASIA_MIANMAR_Fim_da_guerra_e_inicio_do_federalismo_apelo_dos_bispos_birmaneseshttp://fides.org/pt/news/38168-ASIA_MIANMAR_Fim_da_guerra_e_inicio_do_federalismo_apelo_dos_bispos_birmanesesBanmaw – Fim imediato da guerra civil e dos sofrimentos da população; proteção dos direitos humanos e dos direitos civis; busca de uma solução definitiva do conflito através do federalismo: são os pedidos de três bispos do norte de Mianmar, representantes das dioceses católicas de Myitkyina, Banmaw e Lashio, onde reside a população de etnia Kachin e, a minoria, Shan. Na área existem 200 mil deslocados internos por causa da guerra civil, o confronto entre o Exército regular birmanês e os grupos guerrilheiros locais. <br />Numa mensagem envida à Fides, os três bispos Raymond Sumlut Gham , Francis Daw Tang e Philip Zahawng observam: “Somos testemunhas do sofrimento de nosso povo desde o momento em que o conflito armado recomeçou, três anos atrás. Vimos centenas de pessoas inocentes morrrerem, milhares de deslocados alojados em campos desumanos, sem dignidade e sem futuro”.<br />Os bispos condenam “esta guerra brutal que danificou a integridade do povo Kachin” e afetou milhares de inocentes, “colocando-os nas mãos de traficantes de seres humanos e obrigando-os à escravidão”, destruindo a vida dos jovens, visto que muitos se tornaram vítimas da droga.<br />Os bispos falam sobre “genocídio” e pedem ao Estado e a todos os envolvidos no confllito para iniciarem um diálogo “a fim de deter o conflito e buscar uma solução duradoura”, “uma paz fundada na justiça”. O texto denuncia a tentativa de minar a integridade, a identidade e os recursos do povo Kachin, usurpando dele suas terras tradicionais. “Exortamos o governo a reconhecer as leis étnicas consuetudinárias”, lê-se no texto. O apelo pede “a ambas as partes para que protejam os direitos fundamentais dos civis”.<br />“A guerra negou o direito fundamental da vida e expôs uma geração de seres humanos ao tráfico de droga que atingiu um nível muito perigoso”, observam os prelados.<br />Os bispos propôem “negociações sob a supervisão da comunidade internacional que levem a uma verdadeira solução federal”. A Igreja com a ajuda de grupos e associações ajuda 75% das vítimas da guerra que causou mais de 200 mil deslocados internos. Tue, 19 Aug 2014 00:00:00 +0200ÁSIA/NEPAL – Libertado da prisão um Pastor cristão no Tibetehttp://fides.org/pt/news/38167-ASIA_NEPAL_Libertado_da_prisao_um_Pastor_cristao_no_Tibetehttp://fides.org/pt/news/38167-ASIA_NEPAL_Libertado_da_prisao_um_Pastor_cristao_no_TibeteCatmandu – O Pastor protestante Chhedar Bhote Lhomi, 37 anos, é um cristão que leva o anúncio do Evangelho nos tetos do mundo. Acaba de ser libertado da prisão, depois de uma experiência em detenção. Como apurado pela Fides, o Pastor vive em uma área remota do Nepal, no planalto tibetano, onde criou uma comunidade cristã que se reunia com regularidade. Foi encarcerado em outubro de 2012, acusado de “consumo de carne bovina”, mesmo servindo em uma área do Nepal aonde este hábito é normalmente consentido . No outono de 2012, o Pastor foi acusado por alguns hindus locais de consumir “carne proibida” e uma multidão o agrediu, devastando e destruindo sua casa. Um comitê hindu local conseguiu, com fortes pressões, que a polícia o prendesse, deixando a sua família na miséria total. Um tribunal recentemente declarou o Pastor Chhedar “não culpado” e dispôs sua libertação. O Pastore declarou que vai continuar a rezar e a anunciar Cristo nas alturas do Tibete. Tue, 19 Aug 2014 00:00:00 +0200