Fides News - Portuguese (Portugal)http://fides.org/As notícias da Agência Fidespt ÁSIA/ÍNDIA - Justiça para os cristãos massacrados em Orissahttp://fides.org/pt/news/60615-ASIA_INDIA_Justica_para_os_cristaos_massacrados_em_Orissahttp://fides.org/pt/news/60615-ASIA_INDIA_Justica_para_os_cristaos_massacrados_em_OrissaNova Délhi – Há oito anos dos massacres anticristãos que abalaram o Estado indiano de Orissa, que começaram em 25 de agosto de 2008, as vítimas ainda não obtiveram justiça. Como disse a Fides o intelectual católico John Dayal, ex-presidente nacional da "All India Catholic Union", "a recente morte do Arcebispo Emérito Raphael Cheenath, pastor em Orissa, coincide com os dias em que recordamos o martírio do maior grupo de cristãos na Índia por muitos séculos". A Igreja Católica na Índia, por sua vez, desde o ano passado celebra em 30 de agosto, o "Dia dos Mártires" e pretende iniciar a causa de beatificação para reconhecer o martírio das vítimas.<br />"Numa onda de violência contra os dálits e comunidades tribais no distrito de Kandhamal, os militantes fundamentalistas hinduístas penetraram no interior, matando indiscriminadamente. Aproveitaram a impunidade garantida pelo Estado, a possível cumplicidade da Polícia e outros órgãos do Governo. O arcebispo falecido lutou pela justiça durante sua vida, mas muitos crimes ainda requerem investigação. A busca pela justiça continua", lembra Dayal.<br />Em 25 de agosto de 2008, a violência na comunidade cristã em Kandhamal causou a morte de cerca de 100 cristãos, embora o Governo fale oficialmente de 38 vítimas. Estima-se que cerca de 5.600 casas foram saqueadas e queimadas, enquanto que cerca de 300 igrejas e outros lugares de culto foram destruídos. Mais de 50 mil fiéis fugiram para a floresta e começaram uma vida como refugiados para sobreviver à limpeza étnica.<br />Muitos dos sobreviventes da violência ainda devem receber justiça. Em 2 de agosto, o Supremo Tribunal da Índia ordenou ao Governo do Estado de Orissa de avaliar novamente 315 casos de violência, casos levados à Polícia, mas não adequadamente investigados.<br />A Ong Christian Solidarity Worldwide, numa nota enviada a Fides, afirma: "A decisão do Supremo Tribunal de reabrir 315 casos é um primeiro passo: pedimos ao Governo estadual e federal para garantir que os autores desses crimes sejam presos e paguem por suas ações. O que aconteceu em Kandhamal não deve ser esquecido; temos de persistir no pedido de enfrentar a injustiça". <br />Thu, 25 Aug 2016 12:37:33 +0200ÁSIA/PAQUISTÃO - Não esquecer as vítimas do massacre da Páscoa: as iniciativas da Caritashttp://fides.org/pt/news/60614-ASIA_PAQUISTAO_Nao_esquecer_as_vitimas_do_massacre_da_Pascoa_as_iniciativas_da_Caritashttp://fides.org/pt/news/60614-ASIA_PAQUISTAO_Nao_esquecer_as_vitimas_do_massacre_da_Pascoa_as_iniciativas_da_CaritasLahore - As famílias atingidas pelo "massacre da Páscoa" estão ainda em dificuldade e sofrimento. Por isso, a Caritas de Lahore está fazendo todos os esforços para ajudar a enfrentar a vida diária e recuperar uma forma de sustento cotidiano para garantir autonomia econômica e dignidade. Conforme relatado a Fides pela Caritas de Lahore, dentre as iniciativas recentes a Caritas distribuiu quatro "rickshaw" para as famílias dos envolvidos no massacre, enquanto continua oferecendo apoio financeiro para a assistência médica às pessoas feridas e que necessitam de cuidados médicos.<br />Foi o Arcebispo de Lahore, Dom Sebastian Francis Shaw, quem entregou pessoalmente os pequenos meios de locomoção que ajudarão as famílias a começar uma atividade econômica de base, para permitir a manutenção da comunidade familiar. "Com este pequeno gesto, queremos mostrar que a Igreja Católica está ao lado das vítimas neste período difícil. Nós também expressamos gratidão aos governos federal e provincial, às organizações da sociedade civil e ao Departamento de Saúde que continuam ajudando aqueles que ainda estão no hospital", disse o bispo. "Cada cidadão desta terra maravilhosa tem de contribuir para a promoção da fraternidade e da paz", concluiu. Os responsáveis da Caritas, Amjad Gulzar e Rojar Noor Alam , estenderam o agradecimento a todos os participantes da cerimônia de entrega dos "rickshaw", encorajando-os "a permanecerem unidos e determinados em cada situação difícil e a confiar sempre na Providência de Deus". <br /><br />Thu, 25 Aug 2016 12:34:47 +0200ÁFRICA/UGANDA - “A violência doméstica é o principal desafio da família”, diz o Arcebispo de Tororohttp://fides.org/pt/news/60617-AFRICA_UGANDA_A_violencia_domestica_e_o_principal_desafio_da_familia_diz_o_Arcebispo_de_Tororohttp://fides.org/pt/news/60617-AFRICA_UGANDA_A_violencia_domestica_e_o_principal_desafio_da_familia_diz_o_Arcebispo_de_TororoKampala - “Aqui temos toda forma de violência doméstica e ninguém é poupado: uma criança, um estudante, uma mãe ou um pai”, denuncia Dom Emmanuel Obbo, Arcebispo de Tororo, em Uganda, em entrevista à CANAA . <br />Segundo Dom Obbo, a violência doméstica é o principal desafio que a família enfrenta na Arquidiocese que ele administra. <br />As formas de violência doméstica são várias: maridos agridem esposas, e em alguns casos, o contrário; violência contra crianças, como incestos, e jovens mães solteiras “que não são livres de viver na sociedade”, diz Dom Obbo.<br />A violência familiar é tão comum que, segundo o Arcebispo, se transformou “em uma forma de vida”, causada pela não-aceitação da própria situação pessoal. “As pessoas – explica Dom Obbo – não estão satisfeitas com o modo em que vivem, querem ver melhorias mas não são capazes de as verem em sia mesmas e se frustram”.<br />A Arquidiocese lançou uma campanha contra a violência doméstica da qual participam as famílias que saíram desta situação e que agora, com seu testemunho e seu serviço, ajudam outras famílias a superarem as próprias divisões. <br /><br />Thu, 25 Aug 2016 23:17:54 +0200ÁFRICA/GANA - “Land grabbing”; ameaça ou possibilidade de desenvolvimento? Conferência da Caritas em Acrahttp://fides.org/pt/news/60616-AFRICA_GANA_Land_grabbing_ameaca_ou_possibilidade_de_desenvolvimento_Conferencia_da_Caritas_em_Acrahttp://fides.org/pt/news/60616-AFRICA_GANA_Land_grabbing_ameaca_ou_possibilidade_de_desenvolvimento_Conferencia_da_Caritas_em_AcraAcra - “Desmascarar o ‘land grabbing’ em Gâmbia; estabelecer as condições de vida; abrir o caminho aos objetivos de desenvolvimento”: é o título do fórum organizado pela Caritas Gana sob os auspícios da Conferência Episcopal local, aberto no dia 23 de agosto em Acra. <br />Durante os trabalhos serão debatidos os resultados de uma pesquisa efetuada em seis meses pela Caritas Gana em colaboração com o Centre for Indigenous Knowledge on Development e a Africa Faith and Justice Network .<br />Em sua palestra no fórum, pe. Aniedi Okure, Diretor Executivo da Africa Faith and Justice Network recorda que a África é o continente que mais registra compras de terras em ampla escala. “Mais de 10 milhões de hectares, em maioria nos países da África oriental e ocidental, foram comprados por investidores do Oriente Médio em busca de locais de produção de alimentos e rações; do Reino Unido e da Ásia para a produção de combustíveis biológicos; por empresas privadas para a produção de açúcar, arroz, borracha, óleo de palmeira e jatropha, além das pastagens”. <br />As consequências para as comunidades locais são difíceis porque as terras compradas pelos investidores estrangeiros eram muitas vezes terras comunitárias utilizadas para o cultivo de grãos destinados ao consumo local. Além disso, grande parte destas terras se encontram perto de riachos e são as mais férteis em áreas muito populosas, aonde é fácil recrutar trabalhadores com pagas muito baixas para produzir também cereais destinados à exportação, e não ao consumo local. <br />Consequentemente, as populações locais perdem autossuficiência alimentar e se tornam dependentes dos salários oferecidos por investidores estrangeiros, que como destaca pe. Okure, pensam em seus interesses e não na população local, não obstante prometam levar “desenvolvimento” e trabalhar pelo bem comum das comunidades locais. <br />O sacerdote afirma que o ‘land grabbing’ está já provocando conflitos entre as comunidades locais que têm seus espaços limitados. Pe. Okure cita o caso de uma área da Serra Leoa na qual uma comunidade vendeu suas terras comuns a investidores estrangeiros e agora não possui espaço suficiente para enterrar seus mortos. Para fazê-lo, invadiu as terras de uma comunidade limítrofe e criou tensões com os vizinhos. <br />Thu, 25 Aug 2016 23:16:54 +0200ÁSIA/ÍNDIA - Misericórdia, além de confins e barreirashttp://fides.org/pt/news/60611-ASIA_INDIA_Misericordia_alem_de_confins_e_barreirashttp://fides.org/pt/news/60611-ASIA_INDIA_Misericordia_alem_de_confins_e_barreirasMumbai - Ser misericordiosos significa ir além de confins e barreiras: este é o sentido do encontro inter-religioso organizado nos últimos dias em Wadala, um dos principais bairros de Mumbai, no Estado indiano de Maharashtra. Na paróquia de Nossa Senhora das Dores se reuniram palestrantes, intelectuais, especialistas e teólogos de diferentes religiões para refletir e se confrontar "sobre o maravilhoso tema da misericórdia que abraça o coração de cada homem e mulher, sem distinção de raça, religião, etnia e cultura", disse a Fides a Irmã Teresa Joseph FMA, Secretária do Departamento para o Diálogo e Ecumenismo da Conferência Episcopal da Índia.<br />"O encontro começou com o tema 'Misericordiosos como o Pai', lema deste Ano Santo", disse Irmã Joseph, e encontrou declinações no hinduísmo, como ilustrado pelo professor Harsha Badkar do Wilson College, que mostrou como os fiéis desta religião "devem procurar a misericórdia e estendê-la a todos". O Prof. Shilpa falou, ao invés, sobre o jainismo, sublinhando como este une "liberdade e responsabilidade". "Todos são encorajados a agir com equanimidade", e este é um aspecto da misericórdia. Zuhair Nathani teve a tarefa de falar sobre a misericórdia no Islã, que "se conecta ao amor da mãe para com o filho", disse. O Professor Rustom, falando sobre o Zoroastrismo, lembrou que a misericórdia nesse culto "é um atributo do Deus onisciente". Misericórdia e justiça são os dois lados da mesma moeda, ressaltaram os presentes. "A misericórdia de Deus supera todo confim", lembrou Pe. Vivian D'Souza, pároco da Igreja de Nossa das Dores, citando o Papa Francisco. "O nome de Deus é misericórdia. Jesus é a encarnação do amor e da misericórdia do Pai. O amor e a misericórdia convidam todos nós a ser inclusivos e a não cortar o relacionamento com ninguém".<br />"A misericórdia vai além de todas as barreiras e muros", compartilharam os presentes, observando que "as obras de misericórdia são parte do estilo de vida dos fiéis de várias religiões". <br /><br />Wed, 24 Aug 2016 12:13:21 +0200ÁFRICA/ZÂMBIA - Suspensas três emissoras da oposição depois da reeleição do atual Presidentehttp://fides.org/pt/news/60612-AFRICA_ZAMBIA_Suspensas_tres_emissoras_da_oposicao_depois_da_reeleicao_do_atual_Presidentehttp://fides.org/pt/news/60612-AFRICA_ZAMBIA_Suspensas_tres_emissoras_da_oposicao_depois_da_reeleicao_do_atual_PresidenteLusaka - A autoridade das telecomunicações de Zâmbia suspendeu a licença de uma rede de televisão e de duas emissoras de rádio ligadas à oposição, afirmando que constituíram um risco para a paz e a estabilidade durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais e parlamentares de 11 de 11 agosto, vencidas com pequena margem pelo Presidente em fins de mandato, Edgar Lungu.<br />Seu rival Hakainde Hichilema fez recurso, afirmando que as eleições foram fraudados. <br />As emissoras vítimas desta medida são a TV, principal canal de TV particular do país, Komboni Rádio e Rádio Itezhi Tezhi.<br />Antes do voto, Dom Evans Chinyama Chinyemba, OMI, Bispo de Mongu, denunciou a mídia controlada pelo Estado por comportamento incorreto, pois teria feito campanha eleitoral para o partido do governo .<br />Em sua carta pastoral sobre as eleições, os Bispos locais exortaram todos os cidadãos de Zâmbia a “compreenderem que o voto é um de seus direitos e deveres fundamentais. É também um dever cristão. Rezamos para que todo cidadão vote com espírito de honestidade, evitando propinas e enganos. Rezamos para que os eleitores, os líderes dos partidos e seus funcionários tenham em seu coração a paixão necessária e o compromisso de construir a paz, evitando toda forma de violência”. <br />Zâmbia, cuja maior fonte de entradas são as exportações de cobre e manganês, está atravessando uma grave crise econômica devido à queda dos preços das matérias-primas, que provocou o fechamento de minas, o aumento do desemprego e dos preços dos alimentos. <br /><br /><br /><br /><br /> <br />Wed, 24 Aug 2016 08:38:26 +0200ÁFRICA/NIGÉRIA - Oito pessoas mortas no ataque à casa de um homem que havia salvado um estudante acusado de blasfêmiahttp://fides.org/pt/news/60613-AFRICA_NIGERIA_Oito_pessoas_mortas_no_ataque_a_casa_de_um_homem_que_havia_salvado_um_estudante_acusado_de_blasfemiahttp://fides.org/pt/news/60613-AFRICA_NIGERIA_Oito_pessoas_mortas_no_ataque_a_casa_de_um_homem_que_havia_salvado_um_estudante_acusado_de_blasfemiaAbuja – Oito pessoas morreram no decorrer de um ataque à residência de um homem que havia socorrido um estudante acusado de blasfêmia na cidade de Zamfara, norte da Nigéria. <br />O estudante, muçulmano convertido ao cristianismo, era acusado de ter insultado a religião islâmica e foi brutalmente agredido por colegas que, acreditando que estava morto, o deixaram desfalecido no chão. <br />Um conhecido, um muçulmano, o socorreu e o levou ao hospital. Ao saberem disso, os seus agressores foram ao hospital para atacá-lo novamente. Outra pessoa, no entanto, chegou a tempo para transportá-lo a um lugar seguro.<br />O grupo de agressores não encontrando o estudante no hospital se dirigiu para a casa do primeiro socorrista, a incendiou e matou oito pessoas que estavam dentro. De acordo com a polícia, entre as vítimas não está o homem que salvou o estudante nem sua esposa. <br /><br />Wed, 24 Aug 2016 08:37:49 +0200ÁFRICA/ÁFRICA DO SUL - Bispos: "Nestas eleições, a população falou e disse chega de corrupção e má administração"http://fides.org/pt/news/60609-AFRICA_AFRICA_DO_SUL_Bispos_Nestas_eleicoes_a_populacao_falou_e_disse_chega_de_corrupcao_e_ma_administracaohttp://fides.org/pt/news/60609-AFRICA_AFRICA_DO_SUL_Bispos_Nestas_eleicoes_a_populacao_falou_e_disse_chega_de_corrupcao_e_ma_administracaoJohanesburgo - "A realização pacífica das eleições é um bom pressentimento para a estabilidade do nosso sistema político", afirmam os Bispos da África do Sul numa mensagem na qual se alegram pela realização bem sucedida das eleições municipais de 3 de agosto .<br />"O povo da África do Sul pode se alegrar pelo fato de que as eleições locais foram definidas por todos como livres e corretas. A democracia, como tal, venceu", afirmam os Bispos que elogiam o trabalho da Comissão Eleitoral Independente e expressam sua gratidão" à Comissão de Justiça e Paz e aos vários observadores de nossa Igreja que serviram patrioticamente a nação. Agradecemos a Deus pela crescente maturidade de nossa democracia e louvamos todos os partidos políticos por aceitar o resultado".<br />Da votação saiu fortalecido o principal partido da oposição, a Aliança Democrática , enquanto que o ANC , histórico partido de Nelson Mandela, no poder desde 1994, sofreu um grande revés.<br />"O resultado eleitoral", escrevem os bispos, poderia ser o anúncio de uma nova fase na história de nossa democracia incluindo governos de coalizão, políticas de oposição realistas e maior responsabilidade no exercício do poder".<br />Por isso, pede-se "aos diferentes partidos políticos para evitar a mentalidade do vencedor que leva tudo. O nosso país enfrenta dramáticos problemas sociais: desemprego, desigualdade, racismo, violência, abuso de drogas e famílias dilaceradas". Os políticos são solicitados a cuidar dessas chagas, recordando que "a qualidade de vida da nação é medida pela atenção dada aos pobres, às crianças de todas as idades e a todas as pessoas marginalizadas".<br />"Nestas eleições, a nossa população falou; pede uma mudança; espera um serviço e está cansada de corrupção, má gestão e de ser ignorada. Deus estará conosco se criarmos um futuro baseado no respeito pela dignidade humana", concluem os Bispos. <br /><br />Tue, 23 Aug 2016 11:57:02 +0200ÁFRICA/MALÁUI - "O Maláui está morrendo lentamente de fome", escreve um missionáriohttp://fides.org/pt/news/60610-AFRICA_MALAUI_O_Malaui_esta_morrendo_lentamente_de_fome_escreve_um_missionariohttp://fides.org/pt/news/60610-AFRICA_MALAUI_O_Malaui_esta_morrendo_lentamente_de_fome_escreve_um_missionarioLilongwe - "Agora é difícil fazer as contas. Isso acontece em todas as aldeias com mais e mais frequência. São os funerais com as longas vigílias e as procissões diárias tristes, os sinais mais evidentes de que embora lentamente, o Maláui é um país que está morrendo", disse Pe. Piergiorgio Gamba, missionário monfortano que enviou à Agência Fides um testemunho dramático sobre a situação do país, atingido pela seca que piorou as más condições econômicas causadas em grande parte pela má administração governamental.<br />"Os primeiros a morrer são os idosos. Avôs e avós que sobrevivem com dificuldade em anos normais, mas não conseguem vencer as doenças endêmicas como a malária com a qual aprenderam a coexistir.<br />A falta de alimentos é a principal causa destes funerais que retornam constantemente.<br />Os idosos não podem mais garantir um prato de polenta e algumas verduras que no passado alguém levava para eles.<br />A falta de comida não é no entanto a única causa da deterioração dos idosos. Os hospitais não têm muito a oferecer e além de ser terrivelmente superlotados falta o mínimo nível de subsistência. <br />As universidades do Maláui vivem um dos períodos mais difíceis de sua história. O aumento das mensalidades escolares que já no passado poucos podiam se permitir pagar, agora atingiram a máxima cifra histórica de mais de mil euros por ano para uma população que vive com menos de um dólar por dia. O ensino médio é agora apenas para os ricos. Mais de 50% dos universitários não frequentam mais os cursos. Embora o número de alunos nas escolas primárias e secundárias esteja crescendo, não existe ainda a escolaridade obrigatória, a falta de livros didáticos atingiu níveis impressionantes até ser uma das principais causas de absentismo e abandono por parte dos estudantes.<br />A falta de energia elétrica tornou-se um fato comum. Os países do sul do Saara consomem 181 kWh por pessoa por ano, em comparação com 6.500 Kwh da Europa. Mas mesmo esse mínimo não é garantido. O lago Maláui não tem água suficiente para a produção de 360 MW que é o total da corrente que o Maláui consegue produzir em tempos bons e para os próximos 6 meses faltará eletricidade por 12 horas ao dia.<br />O grande mal que aflige o Maláui continua sendo a corrupção. As últimas alterações impostas pelo governo, como o chefe do exército, as autoridades locais e a polícia – sempre mais violenta – começam a ser efetuadas em vista das eleições de 2019 e não em função do bem comum. Muitas vezes, o chamado do próprio Presidente aos líderes religiosos destaca o degrado moral “Por que nos tornamos um povo corrupto? Por que os albinos são mortos? Por que estão nos odiando e invejam uns aos outros?”. Enquanto estas questões são apropriadas, é a falta de liderança do Estado a tornar o país um “failed state”, um país sem presente nem futuro. O chamado mais importante é à responsabilização das pessoas, que podem se tornar um fator decisivo para uma transformação positiva”. Tue, 23 Aug 2016 15:53:03 +0200ÁSIA/ÍNDIA - Intolerância e violência contra cristãos pentecostaishttp://fides.org/pt/news/60607-ASIA_INDIA_Intolerancia_e_violencia_contra_cristaos_pentecostaishttp://fides.org/pt/news/60607-ASIA_INDIA_Intolerancia_e_violencia_contra_cristaos_pentecostaisNova Délhi – “Há uma crescente intolerância e hostilidade com as pequenas comunidades de cristãos pentecostais, a quem não é permitido agir como garantido na Constituição”: é o que diz à Agência Fides Sajan K. George, presidente do Conselho global dos cristãos indianos , recordando os últimos episódios de violência sofridos por pastores protestantes pentecostais.<br />Em 20 de agosto, o Pastor Roy, da "Sharon Fellowship Town Church" foi atingido com pedras por extremistas em Kodungallur, no estado de Kerala. O Pastor Roy explicou que nos últimos 5 anos, durante as liturgias dominicais, sempre houve tensão devido à presença de militantes extremistas hindus que querem interromper as celebrações de culto.<br />Em outro episódio recente, em Bangalore, em Karnataka, em 18 de agosto, um líder cristão evangelista de 26 anos, da Thadou Christian Fellowship Church, foi agredido com pontapés por cinco homens, depois de visitar um amigo em um encontro de oração. <br />Segundo as comunidades pentecostais, os ataques estão aumentando. Falando à Fides, Sajan K. George declarou: “Os pastores não estão fazendo nada de ilegal nem causam problemas de ordem pública ou segurança. São os militantes que praticam violências gratuitas contra cristãos inocentes. É o Estado que deve dar uma resposta institucional, deter as violências e garantir o estado de direito”. <br />Tue, 23 Aug 2016 15:52:30 +0200ÁSIA/MIANMAR - Conferência de paz "inclusiva das minorias étnicas", pede o Card. Bohttp://fides.org/pt/news/60608-ASIA_MIANMAR_Conferencia_de_paz_inclusiva_das_minorias_etnicas_pede_o_Card_Bohttp://fides.org/pt/news/60608-ASIA_MIANMAR_Conferencia_de_paz_inclusiva_das_minorias_etnicas_pede_o_Card_BoYangun – Uma das questões a serem enfrentadas, após meio século de governo militar em Mianmar, é a longa série de conflitos entre o exército e grupos étnicos minoritários que vivem na nação. “É muito importante que o novo governo promova a paz duradoura com estes grupos”, afirma o Cardeal Charles Maung Bo, Arcebispo de Yangun, em nota enviada à Fides. "O governo está tentando resolver a situação, mas a construção da paz requer tempo”. A paz autêntica “se constrói somente incluindo as principais partes envolvidas e não deixando-as fora da próxima conferência de paz em Mianmar”, continuou, convidando todos a “reiterar sua vontade de trabalhar pela reconciliação”. <br />"Os líderes, os grupos armados, os partidos políticos têm a obrigação moral de perseguir um caminho de paz”, observa o Card. Bo, exortando a envolver também as organizações que não assinaram a trégua no aguardado evento da “Conferência de Panglong do XXI século” que se realizará em 31 de agosto. A Conferência será um momento em que o governo birmanês, atualmente liderado pela Liga para a Democracia , deverá inserir na agenda as negociações de paz com grupos étnicos que há anos combatem pela autonomia. <br />Trata-se de um passo histórico, segundo o Cardeal, porque a nova Conferência é a primeira depois de 12 de fevereiro de 1947, que estabeleceu o nascimento da Birmânia e foi assinada por 4 grupos étnicos: Bamar, Chin, Kachin e Shan. Segundo os observadores, a perspectiva de uma reconciliação nacional pode ser a de planejar um Estado baseado no modelo federalista. <br />Tue, 23 Aug 2016 15:51:26 +0200ÁFRICA/CONGO RD - A oposição rejeita o "diálogo nacional" e anuncia um dia de protestohttp://fides.org/pt/news/60604-AFRICA_CONGO_RD_A_oposicao_rejeita_o_dialogo_nacional_e_anuncia_um_dia_de_protestohttp://fides.org/pt/news/60604-AFRICA_CONGO_RD_A_oposicao_rejeita_o_dialogo_nacional_e_anuncia_um_dia_de_protestoKinshasa - A coalizão de oposição congolesa "Rassemblement" anunciou que não participará do "diálogo nacional" convocado, para 23 de agosto, pelo mediador da União Africana para facilitar a realização de eleições pacíficas na República Democrática do Congo.<br />Qualificando o convite do mediador como "uma provocação", a oposição convocou para 23 de agosto, um dia de protesto.<br />A Igreja Católica por sua vez busca convidar ao diálogo todas as partes a fim de evitar que a crise política se degenere em violência.<br />"Foram dados pequenos passos e outros podem ser feitos de uma parte e de outra, na esperança de que através do diálogo os mal-entendidos possam ser superados", disse o secretário-geral da Conferência Episcopal da República Democrática do Congo , Dom Léonard Santedi, no final do encontro de 15 de agosto entre os bispos e uma delegação da Comissão Eleitoral Nacional Independente , para tentar reanimar o diálogo nacional inclusivo lançado pelo Presidente Joseph Kabila.<br />A RDC está atravessando uma grave crise política por causa de longos atrasos na preparação das eleições presidenciais, políticas e locais. Em particular, as eleições políticas e presidenciais deveriam se realizar, segundo a Constituição, até o final do ano, mas a CENI ainda não estabeleceu a data da consulta e, em vez disso, apresentou um calendário para a revisão das listas eleitorais com a duração de pelo menos 11 meses. Na verdade, as eleições foram adiadas por cerca de um ano.<br />Dom Santedi convidou a maioria e a oposição "a dar prioridade ao interesse superior da Nação, revendo as próprias expectativas e fazendo de tudo para evitar o caos no país". "Precisamos manter esta esperança", acrescentou, "porque se faltar a esperança, resta o confronto violento".<br />O Presidente da CENI, Corneille Naanga, assegurou aos bispos que, dentro de uma semana, será publicado o programa do calendário de revisão das listas eleitorais e elogiou a contribuição da Igreja na busca de eleições pacíficas <br />Mon, 22 Aug 2016 11:52:04 +0200ÁSIA/FILIPINAS - Colóquios de paz com a guerrilha comunista: a Igreja esperahttp://fides.org/pt/news/60606-ASIA_FILIPINAS_Coloquios_de_paz_com_a_guerrilha_comunista_a_Igreja_esperahttp://fides.org/pt/news/60606-ASIA_FILIPINAS_Coloquios_de_paz_com_a_guerrilha_comunista_a_Igreja_esperaManila – A Igreja católica nas Filipinas expressa “esperança e confiança” nos iminentes diálogos de paz entre o governo filipino e a “Frente Democrático Nacional" que se realizam de 22 a 28 de agosto em Oslo, na Noruega. O NDF representa as organizações políticas e militantes da rebelião comunista que existe no país desde a sua independência e que nos últimos 40 anos causou numerosas vítimas e um significativo esforço do exército regular. <br />Em nota recebida pela Fides, o Arcebispo de Cagayan de Oro, Antonio Ledesma, estima “que as duas partes se sentem e discutam de paz e suspendam as operações de combate. Seria contraditório falar de paz enquanto o conflito continua. São necessário sérios esforços para se obter a paz. Seria bom que, para começar, as partes se conheçam e estabeleçam uma certa familiaridade: a paz começa com a amizade”, acrescentou. <br />Os diálogos foram precedidos por passos encorajadores: primeiramente por uma trégua entre o governo filipino e os rebeldes comunistas. O novo presidente Rodrigo Duterte havia anunciado o cessar-fogo unilateral do exército em seu recente discurso sobre o estado da nação, pronunciado em fins de julho, no Congresso. Os guerrilheiros confirmaram a trégua com vistas no início da negociação, depois da libertação dos dois importantes líderes comunistas, Benito e Wilma Tiamzon, que participarão das negociações. Outros dois líderes comunistas, Alfredo Mapano e Pedro Codaste, foram libertados sob caução e serão ‘consultores’ nos diálogos de paz. <br />“O cessar-fogo prosseguirá pelo tempo necessário para garantir a paz e o sucesso das negociações”, disse o conselheiro do presidente das Filipinas. <br />Na cúpula de Oslo serão debatidos os acordos assinados anteriormente e definida uma ‘road map’ para a trégua, o fim das hostilidades e o processo das negociações. Será analisada uma anistia para os mais de 500 prisioneiros políticos detidos e uma declaração conjunta sobre a segurança e as garantias de imunidade. Além disso, na pauta estão as reformas socioeconômicas, sobre temas queridos aos grupos comunistas atuantes sobretudo no sul do arquipélago. <br /><br /><br />Mon, 22 Aug 2016 16:40:22 +0200ÁFRICA/QUÊNIA - "Instituir capelães nas escolas para ajudar os alunos vulneráveis que cometem violência"http://fides.org/pt/news/60605-AFRICA_QUENIA_Instituir_capelaes_nas_escolas_para_ajudar_os_alunos_vulneraveis_que_cometem_violenciahttp://fides.org/pt/news/60605-AFRICA_QUENIA_Instituir_capelaes_nas_escolas_para_ajudar_os_alunos_vulneraveis_que_cometem_violenciaNairóbi - "Observamos com preocupação que a maioria dos alunos envolvidos nos incêndios das escolas são jovens vulneráveis de famílias em dificuldade, enquanto outros são órfãos", disse Dom Maurice Muhatia Makumba, Bispo de Nakuru e Presidente da Comissão para a Educação e Ensino Religioso da Conferência Episcopal do Quênia, em seu discurso na conferência dos Diretores das escolas católicas , na qual foram destacados os graves casos de desordens e incêndios de vários estabelecimentos de ensino ocorridos recentemente em todo o país.<br />Dom Makumba propõe iniciar programas de apoio às famílias dos jovens com dificuldades, “organizados pelo Ministério em parceria com organizações religiosas, que deveriam ser ajudadas na execução de programas de formação para estudantes através da institucionalização de serviços de capelania em todas as escolas”. <br />Na Conferência, o Ministro da educação do Quênia, Fred O. Matiang’i, assegurou “que está trabalhando em um novo esquema de serviço dirigido a permitir ao governo atribuir capelães das igrejas principais a escolas de ensino médio a partir do próximo ano fiscal”. <br /> <br />Mon, 22 Aug 2016 16:39:48 +0200ÁFRICA/QUÊNIA - Ministro da Educação aos educadores católicos: “Juntos para combater a radicalização dos estudantes”http://fides.org/pt/news/60602-AFRICA_QUENIA_Ministro_da_Educacao_aos_educadores_catolicos_Juntos_para_combater_a_radicalizacao_dos_estudanteshttp://fides.org/pt/news/60602-AFRICA_QUENIA_Ministro_da_Educacao_aos_educadores_catolicos_Juntos_para_combater_a_radicalizacao_dos_estudantesNairóbi - “O governo está trabalhando com as organizações religiosas para formar reitores que combatam a radicalização nas escolas”, afirmou o Ministro da Educação do Quênia, Fred O. Matiang’i, na conferência dos Reitores de escolas católicas realizada na Catholic University of Eastern Africa . O governo de Nairóbi respondeu assim às preocupações expressas pelos Bispos e educadores católicos pelas desordens, greves estudantis, incêndios e devastações em escolas que têm preocupado professores, alunos e pais nos últimos meses, como denunciado na conferência .<br />O Ministro revelou ainda que “está trabalhando para um novo esquema que permita ao governo de destinar capelães de igrejas principais às escolas de ensino secundário a partir do próximo ano fiscal”. <br />Matiang’i destacou que a reforma educativa não terá como objetivo um curriculum baseado no conhecimento, mas fundado em valores e na habilidade de colocar em prática as noções adquiridas. <br />Prevê-se também uma melhoria profissional do pessoal não-docente, para incrementar o profissionalismo geral em todas as escolas de ensino secundário. <br />Enfim, o Ministro pediu ajuda aos reitores das escolas católicas para colocar em prática a reorganização dos exames e combater as fraudes de alunos na intenção de superá-los. No ano passado, 5 mil estudantes foram reprovados por tentar fraudar os exames. <br />Sat, 20 Aug 2016 09:55:28 +0200ÁFRICA/RD CONGO - “Deter os massacres em Kivu do Norte”: petição à comunidade internacionalhttp://fides.org/pt/news/60603-AFRICA_RD_CONGO_Deter_os_massacres_em_Kivu_do_Norte_peticao_a_comunidade_internacionalhttp://fides.org/pt/news/60603-AFRICA_RD_CONGO_Deter_os_massacres_em_Kivu_do_Norte_peticao_a_comunidade_internacionalKinshasa - “Pedimos que a comunidade internacional, especialmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, pressionada pelos Estados europeus, coloque em prática todas as medidas necessárias para deter o quanto antes os massacres na região de Beni, nordeste da República Democrática do Congo” afirma a petição da Rede Paz para o Congo.<br />Um comunicado enviado à Agência Fides recorda que naquela área “ocorreram e ainda ocorrem horríveis massacres, muitas pessoas de etnia Nande foram degoladas, crianças tiveram seus braços amputados, mulheres foram violadas, famílias massacradas e brutalmente assassinadas”.<br />Em 14 de maio de 2016, os coordenadores locais dos grupos da sociedade civil de Beni, Lubero e Butembo denunciaram numa carta aberta os assassinatos de 1.116 pessoas, enquanto 1.470 sequestros foram registrados oficialmente nos últimos dois anos. "A sequência incessante de assassinatos brutais contra a população indefesa em várias aldeias da região, que continua, não obstante a presença do Exército congolês e as tropas da ONU, é extremamente preocupante e faz entrever um projeto criminoso completado com crueldade a fim de mandar embora com violência e terror os residentes civis na área", afirma a Rede Paz para o Congo. <br />A petição pede para que seja feita uma investigação sobre os crimes cometidos na área da RDC ao Tribunal Penal Internacional, ao Tribunal Africano de Direitos Humanos e dos Povos, e ao Tribunal Internacional de Justiça em Haia; e que o Alto Representante da União Europeia para Assuntos Gerais e Política de Segurança promova urgentemente no âmbito europeu e internacional uma investigação sobre esses massacres; que a União Europeia avalie o envio de um representante especial na área de Beni para redigir um relatório a ser apresentado com a máxima urgência ao Parlamento Europeu, aos governos dos Estados-Membros e às mais altas instituições europeias; que a missão MONUSCO da ONU, além do mandato de observação, lhe seja dada com urgência a faculdade de interposição na área de Beni, e que à mesma seja dada a oportunidade de defender e proteger de forma eficaz e eficiente a população civil do aumento da violência das milícias. Sendo o comércio de minerais a fonte principal de apoio aos grupos armados que atuam no nordeste do Congo, a União Europeia deve aprovar e implementar o mais rápido possível o regulamento sobre os “minerais de conflitos”, recentemente negociado, que prevê uma acompanhamento rigoroso a fim de adotar todas as melhorias possíveis para tornar cada vez mais eficaz o combate ao financiamento de conflitos. <br />O Papa Francisco depois do Angelus da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora denunciou o “silêncio vergonhoso” que cobre os crimes perpetrados no Kivu Norte. <br /><br /><br />Sat, 20 Aug 2016 09:54:56 +0200ÁFRICA/QUÊNIA - "O incêndio e a destruição de mais de 100 escolas são obras de grupos organizados", afirmam os diretores católicoshttp://fides.org/pt/news/60599-AFRICA_QUENIA_O_incendio_e_a_destruicao_de_mais_de_100_escolas_sao_obras_de_grupos_organizados_afirmam_os_diretores_catolicoshttp://fides.org/pt/news/60599-AFRICA_QUENIA_O_incendio_e_a_destruicao_de_mais_de_100_escolas_sao_obras_de_grupos_organizados_afirmam_os_diretores_catolicosNairóbi - A recente onda de desordens escolares com o incêndio e a destruição de mais de 100 escolas são atos de grupos bem organizados a fim de desestabilizar e destruir o ensino nas escolas secundárias em todo o Quênia. É o que afirmam os diretores das escolas católicas, reunidos em sua conferência anual na Universidade Católica da África Oriental em Nairóbi.<br />De acordo com os diretores, após extensas investigações emergiu que algumas escolas foram queimadas por estudantes vulneráveis radicalizados que foram financiados por indivíduos para incendiar os dormitórios escolares.<br />Dirigindo-se a mais de 1.000 secretários chefes de instituições de ensino, o Bispo de Kitui, Dom Anthony Muheria, exortou os diretores da escola secundária a tentarem entender melhor o que está acontecendo no mundo dos jovens, a fim de conter a onda de ataques incendiários e as greves de estudantes.<br />Dom Muheria convidou os diretores a entenderem os problemas subjacentes que os estudantes enfrentam a fim de tentar incutir em seus corações os valores cristãos, incentivando os alunos a participarem do serviço da comunidade e rejeitar as drogas.<br />A conferência, realizada de 16 a 18 de agosto, teve como tema "Escolas católicas - um lugar para encontrar Jesus Cristo, professor compassivo". <br /><br />Fri, 19 Aug 2016 11:40:42 +0200ÁSIA/PAQUISTÃO - Rever o uso impróprio da lei da blasfêmia: inicia o trâmite no Senadohttp://fides.org/pt/news/60601-ASIA_PAQUISTAO_Rever_o_uso_improprio_da_lei_da_blasfemia_inicia_o_tramite_no_Senadohttp://fides.org/pt/news/60601-ASIA_PAQUISTAO_Rever_o_uso_improprio_da_lei_da_blasfemia_inicia_o_tramite_no_SenadoLahore – As instituições paquistanesas decidiram examinar a questão do uso impróprio da lei da blasfêmia. A Comissão de direitos humanos do Senado do Paquistão anunciou uma série de encontros para debater a questão com especialistas, advogados, estudiosos de religião e outros organismos competentes, como o Conselho de ideologia islâmica. “É um progresso encorajador para os cristãos paquistaneses”, comenta à Fides Alexander Aftab Mughal, ativista cristão engajado na defesa das minorias religiosas no Paquistão. “As organizações que tutelam os direitos das minorias religiosas pediram há tempos ao governo que detenham o uso impróprio da lei da blasfêmia”. <br />Como apurado pela Fides, a reunião da Comissão do Senado foi presidida pelo senador Nasreen Jalil, que pertence ao Muttahida Qaumi Movement . A Comissão especificou que não quer pedir modificações na lei, mas garantir a sua correta aplicação, visto que muitas pessoas inocentes sofreram por causa de seu uso impróprio. O senador Mohammad Ali Saif, também do partido MQM, disse que “a lei da blasfêmia foi abusada mais do que qualquer outra lei no país”. O senador Sehar Kamran, do Partido Popular do Paquistão, recordou do caso do assassinato do ex-governador de Punjab, Salman Taseer, evidente exemplo de uso inadequado desta lei. “É preciso garantir que estes episódios cruéis não se repitam”, acrescentou a senadora Samina Abid, do Pakistan Tehrik Insaf , recordando que em 80% dos casos de acusados de blasfêmia, há uso impróprio desta lei que atinge pessoas inocentes. <br />O foco agora está nas possíveis mudanças nos procedimentos que impedem abusos: a Comissão nacional de direitos humanos , organismo governativo, apresentou um relatório sobre eventuais emendas na lei que introduziriam modificações para coibir o uso impróprio. Dentre as alterações propostas, está a de confiar os inquéritos em casos de blasfêmia exclusivamente a um Superintendente da polícia e não mais a simples agentes. Também se pensa em eximir os tribunais de primeiro grau da função de julgar casos de blasfêmia e confiá-los a juízes específicos. Outra medida seria a severa punição para quem faz falsas acusações. Enfim, recomenda-se que a lei respeite e leve em consideração as pessoa que se desculpam, negam a acusação ou expressam um arrependimento sincero. <br />Vistos tais elementos, a Procuradoria teria total competência ao proceder e registrar a acusação por blasfêmia contra um réu.<br />A maior parte dos membros da Comissão de direitos humanos do Senado paquistanês apoiou a proposta de rever o uso impróprio das leis, enquanto o Senador Mufti Sattarullah, do partido político "Jamaat-i-Ulema Islam" disse que não havia alguma necessidade de alterar a lei da blasfêmia, sugerindo enviar tudo ao Conselho de ideologia islâmica. Na conclusão do encontro, o senador Nisar Muhammad, do Pakistan Muslim League – propôs consultar estudiosos de religião e examinar o funcionamento da lei da blasfêmia em outros países islâmicos. <br />Fri, 19 Aug 2016 16:31:09 +0200ÁFRICA/RD CONGO - "Políticos sem escrúpulos provocam o drama no Kivu Norte", recordou recentemente o Papa Franciscohttp://fides.org/pt/news/60600-AFRICA_RD_CONGO_Politicos_sem_escrupulos_provocam_o_drama_no_Kivu_Norte_recordou_recentemente_o_Papa_Franciscohttp://fides.org/pt/news/60600-AFRICA_RD_CONGO_Politicos_sem_escrupulos_provocam_o_drama_no_Kivu_Norte_recordou_recentemente_o_Papa_FranciscoKinshasa - "Os vários grupos armados foram criados em base étnica e com o objetivo de defender os interesses econômicos e sociais de um determinado grupo étnico. Mas são muitas vezes instrumentalizados por políticos e militares, a nível local e nacional, e tornaram-se meros instrumentos de enriquecimento pessoal de seus "oficiais" militares e de seus patrocinadores políticos", afirma uma nota enviada à Agência Fides pela Rede Paz para o Congo sobre os diferentes grupos armados que semeiam morte e destruição no Kivu Norte no leste da República Democrática do Congo. O drama da população da área foi recordado pelo Papa Francisco após o Angelus na Solenidade da Assunção da Virgem Maria . "O meu pensamento" - disse o Pontífice - vai aos habitantes do Kivu Norte, na República Democrática do Congo, recentemente afetada por novos massacres que há tempo são perpetrados no longo silêncio vergonhoso, sem atrair sequer a nossa atenção. Estas vítimas fazem parte, infelizmente, muitas pessoas inocentes que não têm influência na opinião pública mundial".<br />A nota ressalta que "algumas autoridades tradicionais locais de Rutshuru e membros da Baraza la Wazee, estrutura que inclui todas as comunidades étnicas do Kivu Norte, confirmam que as tensões entre os grupos étnicos locais são frequentemente alimentadas por certos políticos em busca de posicionamento na véspera das eleições".<br />Deo Tusi Bikanaba, vice-presidente da Baraza la Wazee, disse que a maioria dos conflitos que surgiram na província do Kivu Norte foram quase sempre criados e alimentados por alguns políticos desonestos e sedentos de poder, e pediu à população para "não ouvir esses políticos maus" e "dissociar-se dos grupos armados que só matam e cometem injustiças".<br />Segundo a Rede Paz para o Congo é necessário:<br />* Aceitar o pluralismo étnico como uma dimensão essencial da sociedade. Nesta lógica, é importante promover a convivência harmoniosa entre as diferentes etnias, a convicção de formar um único povo. A constituição e os textos legislativos indicam as condições de pertença a este único povo. Muitas vezes na origem de tensões sociais, a distinção entre comunidades autóctones e comunidades não-nativas seria de tal modo relativizada e isso ajudaria a reduzir eventuais conflitos.<br />* Promover projetos de desenvolvimento comunitário nos âmbitos agrícola, da saúde e escolar. Isto favoreceria a colaboração entre as várias comunidades, ajudando-as a superar eventuais conflitos. <br />* Atualizar continuamente o database dos refugiados e deslocados, assegurar a sua assistência humanitária e monitorar os deslocamentos. Isto evitaria que fossem alvo de recrutamento de grupos armados locais ou estrangeiros e de redes criminosas. <br />* Assegurar o bom funcionamento das forças de segurança, melhorando as redes de comando e fornecendo-lhes todos os meios necessários para garantir a segurança das pessoas e do território. “Isto limitaria o fenômeno do recurso a grupos armados com fins de autodefesa e facilitaria as operações militares empreendidas para neutralizá-los” conclui a nota. <br /><br /><br />Fri, 19 Aug 2016 16:30:33 +0200ÁFRICA/SUDÃO DO SUL - O ex-vice-presidente Machar se refugia no exteriorhttp://fides.org/pt/news/60596-AFRICA_SUDAO_DO_SUL_O_ex_vice_presidente_Machar_se_refugia_no_exteriorhttp://fides.org/pt/news/60596-AFRICA_SUDAO_DO_SUL_O_ex_vice_presidente_Machar_se_refugia_no_exteriorJuba - Riek Machar, ex-vice-presidente do Sudão do Sul e ex-líder rebelde, fugiu do país após a violência sangrenta do mês passado na capital Juba e está agora num "país seguro". É o que afirma uma nota do SPLM-IO , movimento por ele presidido.<br />Machar estava escondido perto Juba desde 8 de julho, quando intensos combates eclodiram entre as tropas leais a ele e as do Exército . "Os confrontos entre os militares do presidente Salva Kiir e os 1.400 homens que Machar, segundo os acordos de agosto de 2015, tinha levado consigo para Juba, foram muito violentos", lembram fontes locais que pediram a Fides anonimato por razões de segurança. "No final dos combates, em 12 de julho, se contavam centenas de mortos entre militares de ambos os lados e, especialmente entre os civis, aos quais não foram poupados estupros e saques".<br />"Depois que Machar fugir, o Presidente Kiir lhe deu 48 horas de tempo para retomar o seu cargo, mas Machar não confiava, visto que os militares do governo tinham tentado matá-lo, atirando em sua casa com helicópteros de combate. Por conseguinte, ele preferiu se esconder, provavelmente na floresta, e depois de um mês se refugiar no exterior".<br />Taban Deng Gai, membro da formação de Machar que transitou no campo da Kiir, foi nomeado para o cargo de vice-presidente no lugar de Machar.<br />A situação no Sudão do Sul continua muito tensa enquanto a ONU decidiu enviar mais 4 mil Capacetes Azuis para reforçar os 12 mil já implantados no país como parte da Missão da ONU no Sudão do Sul , cujos líderes estão sob acusação de incapacidade de proteger uma estrutura que lhes foi confiada na qual as tropas do governo mataram um jornalista e cometeram violência contra diversos agentes humanos estrangeiros. <br /> <br />Thu, 18 Aug 2016 10:09:44 +0200